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Minerais B-Traxim 2C: nutrição mineral estratégica para matrizes suínas de alta prolificidade

adaptado por Bruno Faria, Gerente Desenvolvimento de Negócios da ADM

O avanço genético da suinocultura moderna tem proporcionado ganhos expressivos no potencial reprodutivo das matrizes, especialmente no número de leitões produzidos por leitegada. Entretanto, o aumento da prolificidade também impõe novos desafios nutricionais e produtivos, exigindo estratégias capazes de favorecer tanto o desempenho das matrizes quanto o desenvolvimento de suas leitegadas.

Um dos principais desafios associados ao aumento do tamanho das leitegadas é a maior variabilidade do peso dos leitões ao nascimento. Leitões com baixo peso apresentam, geralmente, menor vitalidade e desvantagem competitiva no acesso às tetas, fatores que contribuem para o aumento da mortalidade pré-desmame.

Além disso, esses animais podem apresentar menor desempenho de crescimento até o abate e pior conversão alimentar em comparação aos leitões com peso médio ou elevado ao nascimento. Parte dessas limitações está relacionada ao desenvolvimento muscular durante a gestação, particularmente à formação das fibras musculares no período pré-natal.

Nesse contexto, assegurar o adequado aporte e aproveitamento dos nutrientes pelas matrizes torna-se fundamental para favorecer o desenvolvimento fetal e permitir que seu potencial genético seja acompanhado por resultados produtivos consistentes.

Bruno Faria, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da ADM

Novos desafios nutricionais da hiperprolificidade

A formação das fibras musculares, assim como o crescimento e o desenvolvimento geral dos leitões, é muito importante na fase final da gestação.  Desequilíbrios ou limitações na disponibilidade de nutrientes podem comprometer esses processos, com possíveis consequências sobre o peso ao nascimento e o desempenho posterior dos leitões.

Diante desse cenário é necessário revisões contínuas  no desenvolvimento de novos padrões de manejo e nutrição para matrizes hiperprolíficas.

Embora grande parte da atenção nutricional esteja direcionada ao fornecimento de energia, proteínas, fibras e aminoácidos, os minerais-traço também desempenham funções essenciais para a manutenção da saúde, da reprodução e do metabolismo animal.

Esses micronutrientes participam de diversos processos fisiológicos, incluindo os mecanismos de defesa antioxidante, o metabolismo energético e proteico, a função imunológica, a fertilidade e a manutenção da integridade óssea e dos tecidos.

Já na década de 1990, estudos demonstraram que os níveis totais de minerais-traço nas matrizes suínas diminuíam ao longo do ciclo produtivo, e que esse efeito era mais acentuado à medida que aumentava o peso total dos leitões desmamados por leitegada.

Isso significa que, com a suplementação mineral convencional, as matrizes não conseguem repor seus níveis de minerais-traço ao longo dos ciclos reprodutivos e que as exigências desses minerais aumentam com a prolificidade.

Essas observações evidenciam a importância de considerar não apenas a quantidade de minerais fornecida na dieta, mas também sua disponibilidade para absorção, utilização metabólica e reposição das reservas corporais.

O aumento das exigências poderia sugerir a necessidade de elevar os níveis de suplementação. No entanto, existem vários motivos para não recomendar essa estratégia.

Primeiramente, minerais-traço podem interagir entre si e com outros componentes da dieta, resultando em competição pelos mecanismos de absorção ou na formação de compostos de baixa disponibilidade. Dessa forma, o aumento indiscriminado da inclusão mineral não garante maior aproveitamento pelo organismo.

Além disso, a eficiência de absorção e retenção de determinados minerais pode variar conforme o estado nutricional do animal e a quantidade disponibilizada na dieta, reforçando a importância de uma suplementação equilibrada.

Outro aspecto relevante está relacionado à sustentabilidade da produção. O fornecimento excessivo de minerais, especialmente zinco e cobre, pode aumentar sua excreção e contribuir para o acúmulo desses elementos no ambiente.

Portanto, o desafio da nutrição mineral moderna não consiste simplesmente em aumentar a quantidade de minerais fornecida, mas em melhorar a eficiência com que esses nutrientes são disponibilizados e utilizados pelos animais.

Minerais B-Traxim 2C: eficiência na suplementação mineral

A escolha de fontes minerais de maior biodisponibilidade representa uma estratégia para melhorar a eficiência da suplementação de matrizes suínas. Entre essas fontes, destacam-se os glicinatos B-Traxim 2C, cuja estrutura química e qualidade comprovada contribuem para uma maior eficiência de utilização dos minerais-traço em comparação às fontes inorgânicas convencionais.

Matrizes suínas suplementadas com uma dose reduzida (50% na forma dos B-Traxim 2C) apresentaram aumento do peso médio dos leitões ao nascimento, devido à redução significativa do número de leitões com peso inferior a 1,2 kg (Fig. 1).

Ao mesmo tempo, essa dose reduzida melhorou o desempenho reprodutivo dessas matrizes, aumentando significativamente a taxa de sucesso das inseminações.

Esses resultados estão totalmente alinhados com os dados dos B-Traxim em outras espécies animais: aumento da fertilidade e da taxa de eclosão em matrizes de frangos de corte, além do aumento das taxas de prenhez em vacas de corte.

Além disso, o desempenho dos leitões com maior peso médio ao nascimento até o abate foi significativamente superior, apresentando maior ganho de peso diário, melhor conversão alimentar (Fig. 2) e maior teor de carne magra na carcaça, em comparação aos animais suplementados com minerais-traço inorgânicos.

Fig. 1 – Matrizes suínas suplementadas com uma dose reduzida de minerais-traço orgânicos apresentaram menor número de leitões com baixo peso ao nascimento.
Fig. 2 – O desempenho até o abate dos leitões com maior peso médio ao nascimento foi significativamente superior.

Um efeito semelhante sobre a melhora do desempenho de crescimento e das características de abate foi observado em frangos de corte provenientes de matrizes suplementadas com B-Traxim 2C Zn (Glicinato de zinco).

Esses resultados consistentes entre diferentes espécies podem ser explicados pelas funções essenciais dos minerais-traço, que não são específicas a uma única espécie.

A suplementação com minerais-traço orgânicos não significa fornecer um novo ingrediente aos animais, mas sim disponibilizar um nutriente essencial em uma forma mais eficiente.

A atualização das exigências nutricionais das matrizes suínas modernas, incluindo minerais-traço orgânicos para maior eficiência, pode contribuir para a prolificidade e o desempenho produtivo.

NUTRIÇÃO ANIMAL É ADM!